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EDUCAÇÃO É TUDO!!!!

Educamos muito mais pelo que somos do que pelo que falamos. Devemos educar sempre e, se necessário, usar as palavras.
A. Cury

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Nana Nenê






Durante séculos, as mães usaram o canto para acalmar seus filhos, após uma crise de choro, ou para fazê-los dormir. Na realidade, não existe música mais relaxante do que uma boa Nana Nenê: seu som é lento, doce, normalmente repetitivo e combina perfeitamente bem com o movimento dos braços da mamãe. Com letras breves, e refrões simples que se repetem, possuem um efeito quase hipnótico. Não importa se a voz da mamãe é desafinada, ou não sabe toda a letra de cor e salteado... o que importa ao seu bebê é ouvir a sua voz para poder dormir tranquilo e sereno. Outra opção na hora de dormir, são melodias para crianças em CD's, e muitos dizem que a música clássica é perfeita... experimente: Mozart, Vivaldi, Brahms..."

CUIDADO... "FRÁGIL"


O adolescente é frágil e tem uma imagem frágil de si mesmo. O saber deve permitir que ele reforce essa auto-imagem, ao invés de feri-la ainda mais como muitas vezes acontece. Porque quando o saber é uma fonte de sofrimento pessoal psicológico na sua auto-estima, você tende a desvalorizar esse saber que te desvaloriza."



Bernard Charlot

DESEJO DE APRENDER



"Como o professor pode interferir na relação dos alunos com o saber, de modo a despertar o desejo de aprender nos mais desmotivados?
Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que o que vai determinar a aprendizagem é a atividade intelectual do próprio aluno. O professor é importante, mas pelo efeito que ele pode ter nessa atividade. Do mesmo modo, os aspectos institucionais são importantes pelos seus efeitos sobre a prática do professor e, por tabela, sobre a atividade intelectual do aluno.
O professor deve entender que a lógica do aluno, principalmente o de classe popular, é muitas vezes diferente da lógica da escola. Nesta, é o estudante que vai realizar uma atividade intelectual para adquirir saber. Na lógica do jovem, é o professor quem vai ter esse trabalho. Seu papel é apenas sentar-se na sala e aguardar que lhe passem esses conhecimentos. O professor tem de mudar essa situação, construindo o aluno na criança, no adolescente. Esse é um trabalho ao mesmo tempo terrível e apaixonante, que não sei se é a 'professora tia' que pode fazer. Acho que deveria ser a 'professora professora', a profissional."
Bernard charlot

ESCOLA IDEAL


Como deveria ser a escola ideal?

"Aquela que questiona, que primeiro traz os questionamentos e só depois o conhecimento. Que mobiliza a atividade intelectual e dá sentido aos saberes. Que é respeitada como instituição. Que estimula a auto-estima, a imagem que os alunos têm de si mesmos. Aquela, por fim, em que o saber é também fonte de prazer - o que não significa que não há esforço, pois o prazer mais importante para um indivíduo é se sentir inteligente."
Bernard charlot

MOTIVAR OU MOBILIZAR


Nessa tentativa de motivar os alunos, alguns professores tentam mil coisas. Até que ponto isso interfere na relação com o saber? Ao invés de falar em motivação, prefiro falar em mobilização. Há uma diferença importante entre essas duas palavras. Motiva-se alguém de fora, mas se mobiliza de dentro. Muitas vezes, constrói-se com esse discurso de motivação uma pedagogia muito artificial, em que o professor ensina a fazer um bolo para dar aula de Matemática. Isso só terá algum efeito se o dispositivo usado fizer algum sentido para o ensino. Mas normalmente não é isso que acontece. Uma motivação externa em geral cria um sentido enviesado. O que o aluno quer ao fazer um bolo? Quer comer o bolo. Ele não está nem aí com a Matemática. Essas motivações de fora são muito artificiais.
É importante compreender que a mobilização é interna e supõe um desejo do próprio aluno. Mobilizar é fazer uso de si, para si. E isso representa uma diferença fundamental."
Bernard Charlot