
terça-feira, 8 de julho de 2008
A INTUIÇÃO E A INTELIGÊNCIA

segunda-feira, 23 de junho de 2008
ÉTICA SE APRENDE
Cidadania e ética devem ser tratada desde a préescola e se estender por toda a trajetória do aluno. O trabalho pode ser feito de forma simples ou sofisticada, não importa: o que a escola não pode é silenciar. Moral, ética e cidadania se aprendem, não são espontâneas. É preciso que o conteúdo seja inseparável do convívio. Não adianta falar das belas virtudes da justiça e da generosidade e ter um ambiente de desrespeito e indiferença.regras de convivencia por meio de combinados, é preferível procurar o consenso, o que dá muito mais trabalho mas é bem mais rico porque desenvolve a prática de escutar o outro. Se o grupo segue muito rápido para a votação, elimina-se uma etapa preciosa que poderia ser dedicada ao diálogo. A votação não é diálogo, a votação é poder: se eu tenho mais votos que você, você perde e eu ganho.O professor não pode abrir mão de seu papel de autoridade, simplesmente jogando para o grupo as responsabilidades pelas sanções que o combinado pode gerar.Um exemplo de um caso ondeA professora combinou com uma turma de 5 e 6 anos que, após as brincadeiras, as crianças guardariam os brinquedos. Todas brincaram, mas duas delas resolveram não guardar o brinquedo. O que fazer nessa hora? A educadora – que depois se arrependeu profundamente – propôs que a classe criasse uma lista num pedaço de papel, escrevendo de um lado aqueles que cumpriram o combinado e do outro os que não. Resultado imediato: o menino e a menina que haviam desobedecido ao acordo ficaram desesperados porque se viram excluídos. Foram para casa e disseram que não queriam mais voltar à escola de jeito nenhum. O erro da professora foi justamente atribuir ao grupo a sanção. A tirania do grupo às vezes é pior do que a tirania de uma só pessoa. Ela deveria ser a guardiã do combinado, dizendo aos pequenos: “Vocês vão arrumar os brinquedos, sim. Primeiro, em razão do combinado. Segundo, porque eu estou mandando”. É preciso cuidar para que a criança não substitua a figura do adulto. Ela precisa dessa referência de autoridade, de proteção, de confiança. Yves de La Taille
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Leitura de Mundo
Respeitar a leitura de mundo do educando é a maneira correta do educador, com o educando e não sobre ele, tentar a superação de uma maneira mais ingênua por outra mais critica de inteligir o mundo. Respeitar a leitura de mundo do educando significa tomá-la como ponto de partida para a compreensão do papel da curiosidade, de modo geral, e da humana, de modo especial, como um dos impulsos fundantes da produção do conhecimento. O educador que respeita a leitura de mundo do educando, reconhece a historicidade do saber, o caráter histórico da curiosidade, desta forma, recusando a arrogância cientificista, assume a humildade crítica, própria da posição verdadeiramente científica.Uma das tarefas essenciais da escola, como centro de produção sistemática de conhecimento, é trabalhar criticamente a inteligibilidade das coisas e dos fatos e a sua comunicabilidade.Finalmente, é preciso mostrar ao educando que o uso ingênuo da curiosidade altera a sua capacidade de achar e obstaculiza a exatidão do achado. domingo, 6 de abril de 2008
PCNs... UMA GRANDE UTOPIA

Co-autor dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) sobre Temas Transversais, La Taille aponta que a tentativa de abordar assuntos como ética, orientação sexual e meio ambiente de maneira coordenada em várias disciplinas não funcionou no Brasil. “É uma proposta sofisticada que não se transformou em realidade
Os políticos prestam um grande desserviço à Educação quando cada novo governo quer partir quase do zero, como se cada mandato fosse a Revolução Francesa, que aboliu o calendário anterior e implantou novos meses, novas datas. Pegue-se o caso dos PCNs, feitos no governo Fernando Henrique e atualmente deixados de lado, apenas vegetando no site do Ministério da Educação. E o programa Parâmetros em Ação, que era essencial para instrumentalizar a proposta, foi abandonado. Ele seria essencial para concretizar os PCNs, que são, evidentemente, teóricos.
domingo, 23 de março de 2008
Ensino para competências
Competência é a capacidade do sujeito mobilizar recursos(cognitivos) visando abordar uma situação complexa. Este conceito relaciona-se a três aspectos importantes.Vasco Pedro Moretto
prova: um momento privilegiado de estudo
domingo, 2 de março de 2008
ENSINAR EXIGE PESQUISA
Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que - fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque endaguei, porque endago e me endago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade.
P. Freire
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Nana Nenê

Durante séculos, as mães usaram o canto para acalmar seus filhos, após uma crise de choro, ou para fazê-los dormir. Na realidade, não existe música mais relaxante do que uma boa Nana Nenê: seu som é lento, doce, normalmente repetitivo e combina perfeitamente bem com o movimento dos braços da mamãe. Com letras breves, e refrões simples que se repetem, possuem um efeito quase hipnótico. Não importa se a voz da mamãe é desafinada, ou não sabe toda a letra de cor e salteado... o que importa ao seu bebê é ouvir a sua voz para poder dormir tranquilo e sereno. Outra opção na hora de dormir, são melodias para crianças em CD's, e muitos dizem que a música clássica é perfeita... experimente: Mozart, Vivaldi, Brahms..."
CUIDADO... "FRÁGIL"

DESEJO DE APRENDER

O professor deve entender que a lógica do aluno, principalmente o de classe popular, é muitas vezes diferente da lógica da escola. Nesta, é o estudante que vai realizar uma atividade intelectual para adquirir saber. Na lógica do jovem, é o professor quem vai ter esse trabalho. Seu papel é apenas sentar-se na sala e aguardar que lhe passem esses conhecimentos. O professor tem de mudar essa situação, construindo o aluno na criança, no adolescente. Esse é um trabalho ao mesmo tempo terrível e apaixonante, que não sei se é a 'professora tia' que pode fazer. Acho que deveria ser a 'professora professora', a profissional."
ESCOLA IDEAL

MOTIVAR OU MOBILIZAR

É importante compreender que a mobilização é interna e supõe um desejo do próprio aluno. Mobilizar é fazer uso de si, para si. E isso representa uma diferença fundamental."
sábado, 23 de fevereiro de 2008
"Eu sei, mas não devia"
A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no onibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduiche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz aceita ler todo dia da guerra, dos números, de longa direção.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não possoir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e do que necessita. E a lutar para ganhar dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e a assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. A salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro, à luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Ás bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter o galo de madrugada. A temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Ss a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir e ainda fica satisfeito porque tem sempre o sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na espereza, para preservar a pele. Acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
(Maria Colasanti)
Jornal do Brasil
sábado, 16 de fevereiro de 2008
A CHEGADA!

sábado, 2 de fevereiro de 2008
ALGUÉM PARA DIVIDIR OS SONHOS

REPENSANDO ARTES NA ESCOLA

sábado, 26 de janeiro de 2008
A LINGUAGEM
Nos processos de ensino e aprendizagem, a construção do conhecimento se dá essencialmente por meio da linguagem. A função fundamental da linguagem é ligar contextos. Portanto, o universo simbólico que o aluno já construiu é o seu contexto para aprendizagem de um novo assunto a ser proposto. As palavras emitidas pelo professor levam o sentido do contexto do emissor. Essas palavras são recebidas pelo aluno e interpretadas por ele dentro do seu contexto.sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
SER HUMANO IDEAL

sábado, 19 de janeiro de 2008
OS DIREITOS IMPRESCRITÍVEIS DO APRENDIZ
Segundo Perrenoud, o conselho de classe é um espaço onde é possivel gerir abertamente a distância entre programa e o sentido que os alunos dão a seu trabalho. Em cada classe, há um contrato pedagógico e didático pelo menos implícito, que fixa certas regras do jogo em torno do saber, impedindo o professor de colocar questões sobre assuntos ainda não abordados, ou o aluno de perguntar constatemente por que estuda isto ou aquilo. A relação legítima com o saber é definida pelo contrato didático, que intima o aluno a trabalhar mesmo que não compreenda o objetivo de uma atividade. O conselho de classe poderia ser o espaço onde se gera abertamente a distância entre os alunos e o programa, onde se codificam as regras, por exemplo, os "direitos imprescritíveis do aprendiz". Assim denominei...uma série de direitos passíveis de aperfeiçoar o contrato pedagógico e didático:
- O direito de não estar constantemente atento.
- O direito a seu foro íntimo.
- O direito de só aprender o que tem sentido.
- O direito de não obedecer seis a oito horas por dia.
- O direito de se movimentar.
- O direito de não manter todas as promessas.
- O direito de não gostar de escola e de dizê-lo.
- O direito de escolher com quem quer trabalhar.
- O direito de não cooperar para o seu próprio processo.
- O direito de existir como pessoa.
Cabe ao leitor completar essa lista, pensando no desejo de saber ou na decisão de aprender. Não para impor um regulamento aos alunos, mas para teruma idéia do que poderia surgir se o conselho dos alunos se atribuísse a tarefa de tornar o trabalho escolar aceitável. Os poderes do grupo-classe são consideráveis e podem desempenhar um papel essencial de mediação: a relação com o saber pode ser redefinida na classe, graças a uma verdadeira negociação do contrato didático, o que evidentemente supõe, do professor, a vontade e a capacidade de escutar os alunos, de ajudá-los a formular seu pensamento e de ouvir suas declarações...
O CHORO

"...O choro desesperado da criança "caprichosa" que não deseja se fazer lavar, pentear, vestir, é expoente de um primeiro drama que se desenrola nos conflitos humanos.Quem seria capaz de supor que esse auxílio inútil prestado à criança é a raiz primordial de todas as repressões e, consequentemente, dos danos mais perigosos que o indivíduo adulto pode nela acarretar?"(M.Montessori)
domingo, 13 de janeiro de 2008
O RITMO

A MÃO
"A MÃO É UM ORGÃO DE ESTRUTURA DELICADA E COMPLEXA QUE PERMITE À INTELIGÊNCIA NÃO SÓ MANIFESTAR-SE COMO TAMBÉM ESTABELECER RELAÇÕES ESPECIAIS COM O AMBIENTE".(Maria Montessori)



