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EDUCAÇÃO É TUDO!!!!

Educamos muito mais pelo que somos do que pelo que falamos. Devemos educar sempre e, se necessário, usar as palavras.
A. Cury

terça-feira, 8 de julho de 2008

A INTUIÇÃO E A INTELIGÊNCIA


A missão dos cuidados maternos é muito superior a uma tarefa puramente fisiológica. Mediante o amor cheio de ternura e as atenções delicadas, a mãe cuida sobretudo do despertar dos instintos latentes.
A criança é um observador que assume ativamente as imagens por meio dos sentidos...Quem observa o faz por um impulso interior, por um sentimento, por um gosto especial:escolhe as imagens. A criança parte do nada e é o ser ativo que progride sozinho. O raciocínio, como função natural e criativa, germina paulatinamente como uma coisa viva que cresce e se concretiza à custa das imagens que assume do ambiente.As imagens organizam-se de imediato a serviço do raciocínio.
É absolutamente necessário que a criança conserve com plena nitidez as imagens que vai captando, porque só com nitidez e distinção das impressões ela consegue formar a própria inteligência.
Maria Montessori

segunda-feira, 23 de junho de 2008

ÉTICA SE APRENDE

Cidadania e ética devem ser tratada desde a préescola e se estender por toda a trajetória do aluno. O trabalho pode ser feito de forma simples ou sofisticada, não importa: o que a escola não pode é silenciar. Moral, ética e cidadania se aprendem, não são espontâneas. É preciso que o conteúdo seja inseparável do convívio. Não adianta falar das belas virtudes da justiça e da generosidade e ter um ambiente de desrespeito e indiferença.regras de convivencia por meio de combinados, é preferível procurar o consenso, o que dá muito mais trabalho mas é bem mais rico porque desenvolve a prática de escutar o outro. Se o grupo segue muito rápido para a votação, elimina-se uma etapa preciosa que poderia ser dedicada ao diálogo. A votação não é diálogo, a votação é poder: se eu tenho mais votos que você, você perde e eu ganho.O professor não pode abrir mão de seu papel de autoridade, simplesmente jogando para o grupo as responsabilidades pelas sanções que o combinado pode gerar.Um exemplo de um caso ondeA professora combinou com uma turma de 5 e 6 anos que, após as brincadeiras, as crianças guardariam os brinquedos. Todas brincaram, mas duas delas resolveram não guardar o brinquedo. O que fazer nessa hora? A educadora – que depois se arrependeu profundamente – propôs que a classe criasse uma lista num pedaço de papel, escrevendo de um lado aqueles que cumpriram o combinado e do outro os que não. Resultado imediato: o menino e a menina que haviam desobedecido ao acordo ficaram desesperados porque se viram excluídos. Foram para casa e disseram que não queriam mais voltar à escola de jeito nenhum. O erro da professora foi justamente atribuir ao grupo a sanção. A tirania do grupo às vezes é pior do que a tirania de uma só pessoa. Ela deveria ser a guardiã do combinado, dizendo aos pequenos: “Vocês vão arrumar os brinquedos, sim. Primeiro, em razão do combinado. Segundo, porque eu estou mandando”. É preciso cuidar para que a criança não substitua a figura do adulto. Ela precisa dessa referência de autoridade, de proteção, de confiança.

Yves de La Taille

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Leitura de Mundo

Respeitar a leitura de mundo do educando é a maneira correta do educador, com o educando e não sobre ele, tentar a superação de uma maneira mais ingênua por outra mais critica de inteligir o mundo. Respeitar a leitura de mundo do educando significa tomá-la como ponto de partida para a compreensão do papel da curiosidade, de modo geral, e da humana, de modo especial, como um dos impulsos fundantes da produção do conhecimento. O educador que respeita a leitura de mundo do educando, reconhece a historicidade do saber, o caráter histórico da curiosidade, desta forma, recusando a arrogância cientificista, assume a humildade crítica, própria da posição verdadeiramente científica.Uma das tarefas essenciais da escola, como centro de produção sistemática de conhecimento, é trabalhar criticamente a inteligibilidade das coisas e dos fatos e a sua comunicabilidade.Finalmente, é preciso mostrar ao educando que o uso ingênuo da curiosidade altera a sua capacidade de achar e obstaculiza a exatidão do achado.
Paulo Freire

domingo, 6 de abril de 2008

PCNs... UMA GRANDE UTOPIA


Co-autor dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) sobre Temas Transversais, La Taille aponta que a tentativa de abordar assuntos como ética, orientação sexual e meio ambiente de maneira coordenada em várias disciplinas não funcionou no Brasil. “É uma proposta sofisticada que não se transformou em realidade
Os políticos prestam um grande desserviço à Educação quando cada novo governo quer partir quase do zero, como se cada mandato fosse a Revolução Francesa, que aboliu o calendário anterior e implantou novos meses, novas datas. Pegue-se o caso dos PCNs, feitos no governo Fernando Henrique e atualmente deixados de lado, apenas vegetando no site do Ministério da Educação. E o programa Parâmetros em Ação, que era essencial para instrumentalizar a proposta, foi abandonado. Ele seria essencial para concretizar os PCNs, que são, evidentemente, teóricos.

domingo, 23 de março de 2008

Ensino para competências

Competência é a capacidade do sujeito mobilizar recursos(cognitivos) visando abordar uma situação complexa. Este conceito relaciona-se a três aspectos importantes.
1. Capacidade do sujeito "ser capaz de";
2. Mobilizar. Movimentar com força interior
3. Recursos. Conhecimento intelectual e domínio emocional.
Finalidade: abordar (e resolver) situações complexas.

Vasco Pedro Moretto

prova: um momento privilegiado de estudo


domingo, 2 de março de 2008

ENSINAR EXIGE PESQUISA


Não há ensino sem pesquisa e pesquisa sem ensino. Esses que - fazeres se encontram um no corpo do outro. Enquanto ensino continuo buscando, reprocurando. Ensino porque busco, porque endaguei, porque endago e me endago. Pesquiso para constatar, constatando, intervenho, intervindo educo e me educo. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar ou anunciar a novidade.

P. Freire

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terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Nana Nenê






Durante séculos, as mães usaram o canto para acalmar seus filhos, após uma crise de choro, ou para fazê-los dormir. Na realidade, não existe música mais relaxante do que uma boa Nana Nenê: seu som é lento, doce, normalmente repetitivo e combina perfeitamente bem com o movimento dos braços da mamãe. Com letras breves, e refrões simples que se repetem, possuem um efeito quase hipnótico. Não importa se a voz da mamãe é desafinada, ou não sabe toda a letra de cor e salteado... o que importa ao seu bebê é ouvir a sua voz para poder dormir tranquilo e sereno. Outra opção na hora de dormir, são melodias para crianças em CD's, e muitos dizem que a música clássica é perfeita... experimente: Mozart, Vivaldi, Brahms..."

CUIDADO... "FRÁGIL"


O adolescente é frágil e tem uma imagem frágil de si mesmo. O saber deve permitir que ele reforce essa auto-imagem, ao invés de feri-la ainda mais como muitas vezes acontece. Porque quando o saber é uma fonte de sofrimento pessoal psicológico na sua auto-estima, você tende a desvalorizar esse saber que te desvaloriza."



Bernard Charlot

DESEJO DE APRENDER



"Como o professor pode interferir na relação dos alunos com o saber, de modo a despertar o desejo de aprender nos mais desmotivados?
Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que o que vai determinar a aprendizagem é a atividade intelectual do próprio aluno. O professor é importante, mas pelo efeito que ele pode ter nessa atividade. Do mesmo modo, os aspectos institucionais são importantes pelos seus efeitos sobre a prática do professor e, por tabela, sobre a atividade intelectual do aluno.
O professor deve entender que a lógica do aluno, principalmente o de classe popular, é muitas vezes diferente da lógica da escola. Nesta, é o estudante que vai realizar uma atividade intelectual para adquirir saber. Na lógica do jovem, é o professor quem vai ter esse trabalho. Seu papel é apenas sentar-se na sala e aguardar que lhe passem esses conhecimentos. O professor tem de mudar essa situação, construindo o aluno na criança, no adolescente. Esse é um trabalho ao mesmo tempo terrível e apaixonante, que não sei se é a 'professora tia' que pode fazer. Acho que deveria ser a 'professora professora', a profissional."
Bernard charlot

ESCOLA IDEAL


Como deveria ser a escola ideal?

"Aquela que questiona, que primeiro traz os questionamentos e só depois o conhecimento. Que mobiliza a atividade intelectual e dá sentido aos saberes. Que é respeitada como instituição. Que estimula a auto-estima, a imagem que os alunos têm de si mesmos. Aquela, por fim, em que o saber é também fonte de prazer - o que não significa que não há esforço, pois o prazer mais importante para um indivíduo é se sentir inteligente."
Bernard charlot

MOTIVAR OU MOBILIZAR


Nessa tentativa de motivar os alunos, alguns professores tentam mil coisas. Até que ponto isso interfere na relação com o saber? Ao invés de falar em motivação, prefiro falar em mobilização. Há uma diferença importante entre essas duas palavras. Motiva-se alguém de fora, mas se mobiliza de dentro. Muitas vezes, constrói-se com esse discurso de motivação uma pedagogia muito artificial, em que o professor ensina a fazer um bolo para dar aula de Matemática. Isso só terá algum efeito se o dispositivo usado fizer algum sentido para o ensino. Mas normalmente não é isso que acontece. Uma motivação externa em geral cria um sentido enviesado. O que o aluno quer ao fazer um bolo? Quer comer o bolo. Ele não está nem aí com a Matemática. Essas motivações de fora são muito artificiais.
É importante compreender que a mobilização é interna e supõe um desejo do próprio aluno. Mobilizar é fazer uso de si, para si. E isso representa uma diferença fundamental."
Bernard Charlot

sábado, 23 de fevereiro de 2008

"Eu sei, mas não devia"

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.



A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.


A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no onibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduiche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.


A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz aceita ler todo dia da guerra, dos números, de longa direção.


A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não possoir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.


A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e do que necessita. E a lutar para ganhar dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.


A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e a assistir comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, lançado na infindável catarata dos produtos.


A gente se acostuma à poluição. A salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro, à luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Ás bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Acostuma a não ouvir passarinhos, a não ter o galo de madrugada. A temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.


A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer. Em doses pequenas tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Ss a praia está contaminada a gente molha só os pés e sua o resto do corpo. Se o trabalho está duro a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir e ainda fica satisfeito porque tem sempre o sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na espereza, para preservar a pele. Acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

(Maria Colasanti)

Jornal do Brasil




sábado, 16 de fevereiro de 2008

A CHEGADA!


Expectativas...O que me espera por detrás dessa porta? Como será minha reação ao ver o que tem lá? Como serão as minhas tardes? Como será a minha professora? E os meus amiguinhos? Será que vão gostar de mim? Vão querer dividir os brinquedos comigo? Será que vou sentir muita saudade de minha mãe? São tantas as perguntas e poucas as respostas. Isso me lembra uma observação feita pela Helen E. Bukley em O Garotinho.
"Uma vez um garotinho foi para a escola
Ele era bem um garotinho
E a escola era bem grande
Mas quando o garotinho
Viu que podia ir para a sua escola
...
Ele ficou feliz
...
Numa manhã,
...a professora disse:
-Hoje vamos fazer um desenho.
-Bom. Pensou o garotinho,
Ele gosta de desenhar.
Ele podia fazer todas as coisas:
...
E pegou sua caixa de lápis
E começou a desenhar.
Mas a professora disse:
-Espere!
Não é hora de começar!
...
-Agora, disse a professora,
Nós vamos desenhar flores.
-Bom, pensou o garotinho.
Ele gostava de desenhar flores
E começou a fazer bonitas flores
...
Mas a professora disse:
-Esperem!
Eu mostrarei como se faz!
...
O garotinho olhou a flor da professora
Então, olhou a sua.
Ele gostava mais de sua flor do que a da professora.
Mas ele não revelou isso
Ele apenas guardou seu papel
E fez uma flor como a da professora.
...
E logo, o garotinho aprendeu a esperar.
E a observar,
E a fazer coisas como a da professora.
E logo,
Ele não fazia as coisas por si mesmo.
Então aconteceu
Que o garotinho e sua familia
Mudaram para outra casa,
...
E o garotinho
Teve que ir para outra escola.
E justamente no primeiro dia,
Que ele estava lá,
A professora disse:
-Hoje nós vamos fazer um desenho.
-Bom! pensou o garotinho.
E esperou pela professora
Pra dize-lhe o que fazer.
Mas ela não disse nada.
Apenas andou pela sala
Quando aproximou-se do garotinho
Ela disse:-Você não quer desenhar?
-Sim, disse o garotinho,
-Mas o que vamos fazer?
-Eu não sei, até que você o faça, disse a professora,
-Como eu farei? perguntou o garotinho.
-Por quê? disse a professora. Do jeito que você quiser.
-E de qualquer cor? perguntou ele
-De qualquer cor, disse a professora.
-Se todos fizerem o mesmo desenho
E usássemos as mesmas cores,
Como eu poderia saber quem fez o quê,
E qual era qual?
-Eu não sei disse o garotinho.
E começou a fazer uma flor vermelha,
com haste verde como tinha apredido na outra escola."

sábado, 2 de fevereiro de 2008

ALGUÉM PARA DIVIDIR OS SONHOS


"Sonhos...recortam nossas mentes ,germinam de nossos corações , espaços de desejos , ideais próximos ou longínquos , portos ,faróis que induzem caminhos.....E saber-se sonhador é esperar sempre mais poder construir sonhos em união , escalada de uma utopia em que parceiros de estrada se integram na marcha por um mundo mais belo , mais justo , mais fraterno , mas sensível. E cada e todo colega , cada e todo participante desta saga - é um pedaço do sonho , do sonho maior , que é o sonho conjunto.Por isso a PEDAGOGIA está aqui , abrindo esta integração de ser a ser , trazendo suas reflexões , suas esperanças , sua emoção , para repartir , para somar , para multiplicar , com VOCÊ , companheiro , você ,também daqui , que nos lê , você que para nós é tão importante por ser , acima de tudo , um alguém para dividir os sonhos....".

REPENSANDO ARTES NA ESCOLA


Na dificuldade em se expressar de forma natural e neutra na confecção das formas no papel canson e, depois na montagem dos cartazes, ficou claramente exposto que ainda não conseguimos andar com nossas próprias pernas e deixamos transparecer valores a nós repassados, e que estão bem cristalizados em nossa mente e, consequentemente em nossas ações.
Apesar da frustração em querer acertar fazendo algo diferente mas errando inconscientemente, desejamos plantar uma nova semente dentro de nós e transformar nossas ações em algo diferente do que já existe e transcender a essas formas ultrapassadas que vê o homem como se ele fosse o projeto finito do futuro. Utopia. Sim. Sonhar ainda é a nossa esperança de transformação da realidade. O homem é um ser inacabado, e a cada geração tentamos ver o mundo de outra perspectiva dando sentido a esse ser. Tentando terminá-lo? Não. Só Deus pode torná-lo perfeito, mas permitindo que reflita sobre suas ações e construa um mundo de acordo com o seu desejo interior, fazendo da arte algo mais do que só reproduzir, interagindo mais com o meio numa relação única, construindo um mundo mais justo, em que todos possam viver e ser respeitados nas suas diferenças.
Cabe a nós, educadores, interferir de forma contínua e incansável na transformação das mentalidades, dando às nossas crianças a base necessária para atingir os objetivos através da arte transformadora e crítica do homem no mundo. Reafirmamos, então, que é preciso mudar, primeiro, a nossa mentalidade de futuro educador, e deixar que a realidade e o sonho se fundam em um só momento, e a partir daí, permitir-se informar, discutir e cirar.
Fatima moreira
professora e educadora

sábado, 26 de janeiro de 2008

A LINGUAGEM

Nos processos de ensino e aprendizagem, a construção do conhecimento se dá essencialmente por meio da linguagem. A função fundamental da linguagem é ligar contextos. Portanto, o universo simbólico que o aluno já construiu é o seu contexto para aprendizagem de um novo assunto a ser proposto. As palavras emitidas pelo professor levam o sentido do contexto do emissor. Essas palavras são recebidas pelo aluno e interpretadas por ele dentro do seu contexto.
No contexto de ensino e aprendizagem, o professor deve saber perguntar e saber ouvir as respostas de seus alunos "o que você quis dizer com isso". Nesse processo, os atores sociais farão a construção de significados comuns, permitindo diálogos significativos entre eles.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

SER HUMANO IDEAL


DEVEMOS...
NO AMOR ACRESCENTAR;
NA BONDADE MELHORAR;
NA INTELIGÊNCIA APERFEIÇOAR;
NA HUMANIDADE APRIMORAR;
NA DIFICULDADE PEDIR;
NO SOFRIMENTO SUPORTAR;
NO DESESPERO CONVERSAR;
NO PERDÃO SABER;
NA HONESTIDADE SER;
NA INVEJA ELIMINAR;
NA CAPACIDADE FIRMAR;
NA SABEDORIA AGIR;
NA JUSTIÇA PRATICAR;
DEVEMOS NOS LEMBRAR,FAZER,CONCRETIZA.

sábado, 19 de janeiro de 2008

OS DIREITOS IMPRESCRITÍVEIS DO APRENDIZ

Segundo Perrenoud, o conselho de classe é um espaço onde é possivel gerir abertamente a distância entre programa e o sentido que os alunos dão a seu trabalho. Em cada classe, há um contrato pedagógico e didático pelo menos implícito, que fixa certas regras do jogo em torno do saber, impedindo o professor de colocar questões sobre assuntos ainda não abordados, ou o aluno de perguntar constatemente por que estuda isto ou aquilo. A relação legítima com o saber é definida pelo contrato didático, que intima o aluno a trabalhar mesmo que não compreenda o objetivo de uma atividade. O conselho de classe poderia ser o espaço onde se gera abertamente a distância entre os alunos e o programa, onde se codificam as regras, por exemplo, os "direitos imprescritíveis do aprendiz". Assim denominei...uma série de direitos passíveis de aperfeiçoar o contrato pedagógico e didático:

  • O direito de não estar constantemente atento.
  • O direito a seu foro íntimo.
  • O direito de só aprender o que tem sentido.
  • O direito de não obedecer seis a oito horas por dia.
  • O direito de se movimentar.
  • O direito de não manter todas as promessas.
  • O direito de não gostar de escola e de dizê-lo.
  • O direito de escolher com quem quer trabalhar.
  • O direito de não cooperar para o seu próprio processo.
  • O direito de existir como pessoa.

Cabe ao leitor completar essa lista, pensando no desejo de saber ou na decisão de aprender. Não para impor um regulamento aos alunos, mas para teruma idéia do que poderia surgir se o conselho dos alunos se atribuísse a tarefa de tornar o trabalho escolar aceitável. Os poderes do grupo-classe são consideráveis e podem desempenhar um papel essencial de mediação: a relação com o saber pode ser redefinida na classe, graças a uma verdadeira negociação do contrato didático, o que evidentemente supõe, do professor, a vontade e a capacidade de escutar os alunos, de ajudá-los a formular seu pensamento e de ouvir suas declarações...



O CHORO


"...O choro desesperado da criança "caprichosa" que não deseja se fazer lavar, pentear, vestir, é expoente de um primeiro drama que se desenrola nos conflitos humanos.Quem seria capaz de supor que esse auxílio inútil prestado à criança é a raiz primordial de todas as repressões e, consequentemente, dos danos mais perigosos que o indivíduo adulto pode nela acarretar?"(M.Montessori)

domingo, 13 de janeiro de 2008

O RITMO


"O ritmo não é como uma idéia velha que se pode mudar ou uma idéia nova que se pode compreender. O ritmo de movimento faz parte do indivíduo, é uma característica inata, quase como a forma do corpo, e se está em harmonia com outros ritmos semelhantes, não se pode adaptar a ritmos diferentes sem provocar sofrimentos."(M,Montessori)

A MÃO




"A MÃO É UM ORGÃO DE ESTRUTURA DELICADA E COMPLEXA QUE PERMITE À INTELIGÊNCIA NÃO SÓ MANIFESTAR-SE COMO TAMBÉM ESTABELECER RELAÇÕES ESPECIAIS COM O AMBIENTE".(Maria Montessori)
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